Os 3 passos para enfrentar grandes (ou pequenos) objectivos

Não importa se os nossos objectivos são grandes ou pequenos, se estivermos desmotivados seremos sempre afectados. Por vezes “acordamos” cheios de entusiasmo – “É desta!” – e depois, passado uns minutos parece que a motivação simplesmente desvaneceu-se. Precisamos de um método simples para lidar com os nossos objectivos.

Objectivos grande ou pequenos... desde que estejam feitos

Um dia olhei para a loiça que estava por arrumar na cozinha após uma refeição e pensei – “não me apetece nada tratar disto….” – mas sabia que se não o fizesse, alguém teria de o fazer. Porque haveria de deixar isto para outros? Então, em vez de pensar no todo, concentrei-me na parte. Isto é, pensei – “bom, ao menos posso meter este garfo na máquina de lavar loiça” – a esse garfo seguiu-se uma faca, depois outro garfo, um copo, outro copo, um prato, outro prato e assim sucessivamente até que tudo ficou arrumado sem que tivesse dado conta do tempo passar.

 

Lidar com os Objectivos

Ninguém nos irá perguntar se os projectos ou objectivos eram pequenos ou grandes, mas se ficaram feitos. E com base nesta pequena experiência percebi os 3 passos para concretizar os nossos objectivos quando sentimos resistência e desmotivação em concretizá-los.

 

Passo 1: Olhar a meta

É muito importante saber onde queremos chegar, concretamente, e a razão pela qual definimos um determinado objectivo ou delineamos um certo projecto. Quem sabe por que razão faz o que faz, não perde o olhar sobre a meta e diminui a possibilidade da resistência levar à desistência.

 

Passo 2: Dividir o objectivo ou projecto em pequenas tarefas fazíveis

O problema quando queria arrumar a cozinha era a visão de tudo desarrumado e o quanto estaria por fazer. Mas a partir do momento em que concentrei a minha atenção em pequenas tarefas que não custam. Uma a seguir à outra custava menos e, no fim, todas acabaram por ficar feitas.

Para dividir o que temos para fazer em pequenas tarefas exige uma qualidade humana importante de desenvolver sob qualquer pretexto. A criatividade. Mais do que um dom, a criatividade é um músculo que se treina e aprende.

Embora este passo possa exigir algum investimento da nossa parte, é como afirma o jornalista Leo Babauta ”make it so simple [your brain] can’t say no.” Ou seja, faz com que cada tarefa seja de tal modo simples que o teu cérebro seja incapaz de dizer “não”.

 

Passo 3: Um detalhe de cada vez

Uma vez que dividimos o que temos para fazer em pequenas tarefas fazíveis, resta fazer. O segredo destes três passos está neste último. Pois, como tarefas fáceis são fáceis de fazer, a probabilidade de ficarem feitas é grande, certo? Por exemplo, se temos de escrever uma tese, ou fazer um exercício. Em vez de pensar no resultado final, como dividimos em pequenas tarefas – escrever uma página, meia página, ou até mesmo um parágrafo – desde que sintamos que a tarefa é fácil, então, sabemos que esse detalhe é fazível. E detalhe a detalhe chegamos à meta.

Se, porventura, aquilo que pensávamos ser um pequeno detalhe ou tarefa, começa a levar demasiado tempo ou a ser fonte de desmotivação, esse sentimento é o nosso “sensor” de que a tarefa precisa de continuar a ser dividida em tarefas ainda mais pequenas que ofereçam menos resistência.


DESAFIO

Pensa num objectivo ou projecto que tenhas para realizar hoje e experimenta estes 3 passos. Depois, partilha a tua experiência nos comentários abaixo.

Professor Universitário e Investigador do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra.

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